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VELHA GUARDA MUSICAL DO CAMISA VERDE E BRANCO
A Velha Guarda Musical do Camisa Verde e Branco é a primeira velha guarda musical formada no Estado de São Paulo, representando um marco na preservação da memória e da ancestralidade do samba paulista.
Criada em 2002 a partir da articulação de sambistas ligados à Bateria Furiosa
e à Ala de Compositores da tradicional escola de samba Camisa Verde e Branco, a Velha Guarda surgiu como um movimento de valorização dos mestres do samba, consolidando-se ao longo dos anos como um dos principais coletivos de samba de raiz da capital.

História
Composta integralmente por pessoas negras, a Velha Guarda Musical do Camisa Verde e Brancocarrega consigo os saberes e práticas do samba tradicional, e vem atuando de forma contínua nacena cultural paulistana. Desde o lançamento de seu primeiro álbum, Canto pra Viver (2006), o grupo vem desenvolvendo um repertório autoral que dialoga com a ancestralidade e as experiências vividas na trajetória do samba. Seu trabalho mais recente, O Peso da Tradição (2020), reafirma esse compromisso com a memória coletiva, com parcerias de destaque como Fabiana Cozza, Demônios da Garoa e Serginho Madureira. Além de apresentações em diversos palcos e eventos culturais do estado de São Paulo, o coletivo mantém uma rotina de encontros semanais em um espaço cedido pela ONG Iniciativa Negra, na região da Barra Funda. Nestes encontros, são realizados ensaios, exercícios de composição de letras e melodias, partilhas de vivências e importantes trocas orais entre osintegrantes, valorizando o conhecimento tradicional transmitido de geração em geração.
A formação atual da Velha Guarda Musical do Camisa Verde e Branco conta com Melão, Mesquita, Aldo, Márcio Graxa, Dennis Patolino, Douglinhas Batucada e Alessandro -
artistas que seguem firmes no propósito de manter viva a identidade do samba paulistano e de fortalecer o território da Barra Funda como espaço simbólico de resistência negra e cultural.





